domingo, 31 de julho de 2022

Cinco Dias em Paris de Danielle Steel

Gostei bastante desta história. Embora seja daquelas que se podem ler entre leituras mais pesadas, sem relevância excepcional , é agradável e vai sendo veloz a sua leitura.

Foi a primeira vez que li alguma coisa desta autora tão famosa. Percebi que sabe contar histórias muito bem. A leitura é fácil e simples e o enredo até podia ser uma história real, embora muito romanceada, mas que sabe muito bem ler!

Peter é um homem honesto e com valores que coloca acima de tudo, no entanto, pelo seu sogro e casamento, vai fazendo várias concessões até que surge o dia em que a sua integridade e valores são postos em causa. 

No meio multimilionário das farmacêuticas em que a pressão é enorme vê-se entre a espada e a parede...optará pela sua integridade e honestidade ou passará a linha do vermelho, vergando-se às vontades autoritárias do sogro e da mulher ?

Num encontro em Paris realizado no âmbito de trabalho, para o seu patrão (o próprio sogro), conhece uma mulher que o fascina e que reencontra (após alguns outros encontros casuais pelo Hotel) um dia à noite nadando na piscina. Esta mulher, de nome Olivia Thatcher, estava a passar uma temporada em Paris para desanuviar dos seus "fantasmas" pessoais. Com vários problemas surgidos no seu casamento, não se podia dizer que era uma esposa feliz, com a vida dos seus sonhos. De facto, sentia-se posta de lado pelo próprio marido, um ser político da ribalta ao qual só interessavam as câmaras e o aspeto que transparecia para o público em geral. É certo que desta forma, "solidão" era o nome do meio de Olivia Thatcher.

Cliché ou não, os dois acabam por se encontrar e ter grandes conversas, como se fossem grandes amigos e conhecidos há séculos. Na companhia um do outro, começam a sentir-se menos sós...e quiça, mais apaixonados.

Estas duas personagens têm de facto algumas coisas em comum, a primeira de todas - a solidão, o não ter ninguém que realmente os oiça e os veja - acaba por ser o motor que os atrai intensamente um para o outro. A segunda coisa em comum - o casamento de fachada, no qual permanecem por puro comodismo e desconhecimento que há possibilidades bem melhores do que se acomodarem.

O cenário - Paris - tem tudo para resultar certo neste livro (como poucas páginas :-).

Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 

  • Amor;
  • ternura;
  • paixão;
  • amizade;
  • desprezo;
  • manipulação;
  • aparências;
  • ilusões;
  • esperança.

🌠Ler quando:
nos apetece uma leitura leve e descontraída (q.b);
- precisamos de dar animo e alento à nossa vida;
- não nos conformamos com menos do que a felicidade;
- sentimos que precisamos de bater o pé e afirmar a nossa verdade;
- acreditamos que há amores apaixonantes e intensos.


Título: Cinco Dias em Paris 

205 páginas.

Autor: Danielle Stelle 

Editora: Bertrand

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Desafio Summerbook Bingo (2022)

 Bem, eu que nunca entro em desafios literários (ou muito raramente), desta vez apeteceu-me ...

Então resolvi aceitar o desafio feito pela Dora Santos Marques, do Books and Movies que sigo já há algum tempo e de que gosto bastante! 

Já li algumas das categorias (poucas!!) e até agora foram todos ótimos livros lidos! Valeram bem a pena e o bom destes desafios é que vamos tirar livros ao "baú" ou seja, olhamos para aqueles que permaneciam eternamente nas estantes e que nunca lhe pegávamos, sendo que provavelmente este seja um dos objetivos, certo?! 

E quantos é que eu já li? Ora, a minha lentidão habitual permitiu-me ler apenas 4 livrinhos de que gostei (uns mais do que outros):

- A trilogia de Nova York de Paul Auster - (categoria 1: Onde gostarias de passar férias - NY :-). Embora eu saiba que há muita miséria, solidão e tristeza por aquelas bandas...mas está nos meus planos conhecer Manhattan! Livro de 3 contos que mereceu 3 estrelas...houve momentos em que gostei imenso, outros chatos como tudo...

- Na categoria "livro que vais levar contigo" (no caso de irmos passar férias a um local qualquer que não a residência, li Verity de Colleen Hoover. Gostei mas não o suficiente para lhe dar 5 estrelas. Ficou-se pelas 4 estrelinhas e não foram muito gordinhas...

- As pequenas memórias de José Saramago entrou para a categoria "livro enguiçado", já o tinha nas minhas estantes há bastante tempo (este e outros de Saramago) e não lhe pegava. Parvoíce minha porque foi delicioso, gostei de coração cheio! Dei-lhe 5 estrelas cheias.

- Terminei há bem pouco tempo o livro que escolhi para "Livro que a Dora adorou" (4) e com este preenchi uma linha yesss :-). Trata-se dos Sete Maridos de Evelyn Hugo. Super rápido de se ler, autenticamente de entreter, mas sem contudo passar algumas mensagens bem pertinentes. 4 estrelas gordinhas :-).

- Estou em progressão no "autor com quem lancharias" Longa Pétala de Mar de Isabel Allende sem dúvida, por ser uma das autoras que aprecio mais! Os livros dela são daqueles que me fazem mesmo vibrar, extraordinária escrita e de fazer saltar emoções como só os escritores latinos conseguem (bem se calhar estou a exagerar).

O balanço é tão positivo!! Penso que não conseguiria ler tanto em pouco tempo se não fosse este desafio! 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Uma questão de conveniência de Sayaka Murata

Uma questão de conveniência é um livro diferente, mas muito interessante, uma vez que de forma quase subtil, vai abordando algumas questões pertinentes da sociedade japonesa, sobretudo no que toca às mulheres.

Keiko é uma moça nova, ainda estudante universitária quando se perde, num dos seus percursos e encontra o "aquário" vazio que viria a ser uma loja de conveniência, num bairro elegante, cheio de edifícios altos e perto de uma estação de metro. Candidata-se a um emprego em part-time, porque lhe atrai a ideia de um dinheirinho extra. Telefona para o anúncio de pedido de pessoal que encontra afixado e de imediato é contratada.

A família de Keiko fica feliz porque esta rapariga sempre foi estranha nas suas atitudes e pensamentos, tinha uma forma de reagir aos acontecimentos de vida que não era habitual no resto das crianças da sua idade, e embora a família já estivesse habituada a este tipo de reações, havia sempre um certo embaraço e até vergonha.

Keiko torna-se adulta, vai viver para um apartamento super pequeno, mas tem a sua independência e a família sente-se feliz com estas. Keiko não segue o caminho da irmã que se casa e arranja trabalho permanente, tem filhos e segue a vida "normal". Esta trabalhadora, eternamente "temporária", nem namorado arranja (espante-se) e continua eternamente, funcionária de uma loja de conveniência (a mesma...). Sempre satisfeita na organização perfeita das prateleiras e no atendimento sorridente e atencioso dos clientes. 

Keiko sabe os códigos de barras dos produtos, os preços específicos e assimila as rotinas desta loja que passa a ser a razão da sua existência. Como vai percebendo que a sua reação às coisas não é a que a maioria das pessoas espera, vai repetindo comportamentos, respostas, modos de ser e até de se vestir e apresentar aos outros.

Um dia acontece o inesperado...Keiko arranja um namorado, mas este vai moldando a vida de Keiko e transformando-a em algo que ela não está habituada, não é o seu padrão e começa a sentir-se desconfortável. Terá esta mulher de 36 anos, a coragem de voltar para o que sente ser a "sua praia"?! Terá Keiko a determinação de confrontar o namorado e a vida de modo a assumir o que verdadeiramente a faz sentir-se bem? 

Gostei bastante desta perspetiva que nos dá esta autora japonesa e é dos pouco livros que leio deste país. É muito interessante ler acerca de outras posturas, outras culturas, outras formas de se estar e ser e realmente, poucas coisas para além dos livros nos conseguem dar!

Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 

  • inconformismo;
  • diferença;
  • respeito;
  • cultura;
  • afirmação;
  • conforto;
  • conveniência.
🌠Ler quando:

- queremos algo diferente e rápido de se ler;

- nos apetece ter um contacto com uma cultura diferente da ocidental;

- se não acreditamos que podemos ser felizes com pequenas coisas;

- se pensamos que a rotina e os padrões nos dão o conforto do dia-a-dia.


Título: Uma questão de conveniência

155 páginas.

Autor: Sayaka Murata

Editora: D.Quixote


Ahh, é um livro pequeno com uma letra grande e por isso mesmo lê-se muito rapidamente! 

domingo, 2 de janeiro de 2022

O Guardião dos Objetos Perdidos de Ruth Hogan

 Este livro é maravilhoso! É a sensação que se fica no fim de o ler. 

Certo que há alguma confusão no início pois há duas linhas de tempo (passado e presente) e várias histórias que se desenvolvem em paralelo, no entanto tudo se liga no final e se entrelaça com uma ternura infinita.

A história começa com Anthony Peardew, já idoso e quando morre, passa em testamento, a sua amada propriedade, jardins e casa (Pádua) para Laura, governanta e amiga, de Anthony. O que Laura desconhece é que Anthony tem uma enorme coleção de objetos que foi encontrando pela vida fora, guardando e etiquetando com a data e local onde foram encontrados.

Laura herda assim Pádua, a misteriosa e encantadora propriedade de Anthony, mas também fica com um pedido importante de Anthony: restituir os objetos perdidos que ele foi encontrando e que estão no seu atulhado escritório. Como se desenrascará ela? Dizia o velho senhor que se apenas um objeto restituído fizesse alguém sentir-se melhor, então já teria valido a pena! 

Ao longo do livro são encantadoras as pequenas histórias que estes objetos vão contando, como se fossem partes vivas da memória de alguém que os perdeu. E curioso que o este livro também tem escritores muito bons (como Anthony e Boomer) e muito maus, como Portia (irmã de Boomer). Portanto é um livro que envolve vidas de quem escreve e edita livros e das histórias que estes contam.

Também conseguimos perceber que o dinheiro não dita a um coração ternurento e que um coração ternurento pode não ter muito dinheiro, mas, neste caso, tem boas ideias, amor e criatividade.

Há também Eunice que ambiciona escrever um livro e nunca chega a fazê-lo para se dedicar à vida de Boomer, o seu grande amigo e chefe que também adora filmes, estabelecendo-se entre eles quase um código de linguagem cinéfila.

Há também que já tenha morrido, mas anda a assombrar Pádua de modo a que se encontre um objeto perdido muito importante na vida de Anthony e Therese e por causa desse mesmo objeto, a vida de Eunice "cruza" com a vida de Laura! Ou seja, é um verdadeiro emaranhado de ligações subtis que se vão revelando ao longo do livro e que se compreendem apenas nas últimas páginas do livro! 

Subtil, muito bem escrito, criativo e cheio de ternura é este livro.

Vale imenso a pena lê-lo! 

Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 

  • Ternura;
  • Cuidado;
  • Atenção;
  • Respeito;
  • Tolerância;
  • Carinho;
  • Amor.
🌠Ler quando:

- nos apetece uma história quentinha e ternurenta;

- temos a intuição que está tudo ligado, mas não sabemos como;

- gostamos de colecionar coisas e objetos porque acreditamos que estão ligados a pequenas memórias;

- acreditamos que espaços, lugares e coisas têm de alguma forma uma "alma". 


Título: O Guardião dos Objetos Perdidos

262 páginas.

Autor: Ruth Hogan

Editorial Presença


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Canibais de Michael Crichton

Este livro é muito diferente de todos os que Michael Crichton escreveu. Normalmente este autor escrevia histórias de ficção científica, ou mais especificamente, thrillers científicos, como foi o caso de Parque Jurássico ou a Esfera - este último lido e adorado por mim! 

Esta história tem uma parte ficcional mas também se baseia em relatos verídicos de uma viagem levada a cabo por Ahmad Ibn Fadlan, representante do poderoso califa de Bagdade. Este, quase "cronista", escreveu acerca de uma viagem às terras do Norte - Escandinávia (que inclui a Dinamarca, Suécia e a Noruega), na companhia dos Vikings.

Este livro inicia com Ibn Fadlan a ser "castigado" por se ter metido com uma jovem mulher, esposa de um velho rico e bem colocado na sociedade de Bagdade. Desta forma é enviado em missão em direção à terra dos turcos. A história desenvolve-se e, perto do rio Volga (Rússia), Ibn Fadlan tem um primeiro contacto com os Vikings que descreve como "homens do Norte":

" Vi com os meus próprios olhos como os homens do Norte tinham chegado com as suas mercadorias, e montado acampamento ao longo do Volga. Nunca vi um povo tão gigante: são altos como palmeiras, e de compleição corada e ruiva. Não usam camisola nem cafetãs, mas entre is homens usam um vestuário de tecido tosco, que é preso de um lado, para uma mão permanecer livre."

O que mais gostei neste livro foi a descrição dos povos e culturas que diferiam completamente do que estava habituado Ibn Fadlan, já que este era árabe com uma cultura completamente distinta do que foi encontrar em terras da Escandinávia. Espantava o facto destes homens terem diversas entidades que adoravam e não um Deus como Alá. Fica chocado com a falta de higiene que estes "bárbaros" têm e com a sexualidade desenfreada das mulheres do Norte.

Mais para a frente na história, Ibn Fadlan é levado, contra a sua vontade, como o elemento número 13 do grupo de Vikings (para dar sorte), que arrancam ao encontro de outros homens ainda mais bárbaros, temíveis e sanguinários, supostamente canibais. A partir desta altura, descrevem-se horrores e o livro torna-se meio sanguinário, mas não deixa de ser interessante pois é quase um relato do que este homem árabe, desencaixado da cultura nórdica e gélida, vai observando, embora ele próprio tenha um papel de guerreiro a certa altura, lutando ao lado do grupo de Vikings do qual é obrigado a fazer parte.

É curto este livro e é utilizada uma linguagem simples, embora os relatos sejam antigos.

Não foi um livro que gostasse de forma apaixonante, mas foi no mínimo interessante! 

Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 


  • Espanto;
  • Interesse;
  • Curiosidade;
  • Horror;
  • Apreensão;
  • Medo;
  • Aventura.
🌠Ler quando:

- Se quer conhecer um pouco de culturas e povos diferentes dos nossos;

- lhe apetece algo distinto de romances ou formas "regulares" de escrita, ou seja, ler uma espécie de crónicas de um viajante (antigo);

- se é curioso a propósito dos povos do norte (Vikings) e da mitologia do norte.

Foi também feito um filme baseado nesta história: "The Eaters of the Dead".



Título: Canibais

227 páginas.

Autor: Michael Crichton

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Marina de Carlos Ruiz Zafón

 Este foi o meu primeiro livro de Zafón. Nem sei bem o que dizer dele, talvez o que mais se saliente é que é escuro, meio macabro, próprio para ler nesta época em que quase estamos a chegar ao Halloween! 

Sinceramente até achei algo confuso, não tive realmente muita sorte pois tenho cá os livros da Sombra do Vento, dos quais só ouço coisas positivas e que este autor tem uma escrita extraordinária e que consegue elaborar histórias fantásticas...Marina é uma história bem escrita, sem sombra de dúvida, mas o enredo é muito estranho, pelo menos para mim foi.

Óscar é um rapaz orfão que vive num seminário perto de umas ruas esconsas, nos meandros da parte velha de Barcelona. O que mais gosta de fazer é escapulir-se do orfanato e meter-se nas ruelas com casarões decrépitos, com jardins há muito por arranjar e cheiro a esgotos e águas estagnadas. Um dia, nas suas voltas, Óscar encontra um casarão que lhe prende a atenção e é assim que conhece a família que passa a ser "sua" por uns tempos, a família de duas pessoas que se têm apenas um ao outro - Germán (o pai de Marina) e Marina.

Com Marina, Óscar aventura-se a partes ainda mais velhas e abandonadas de Barcelona onde encontram um velho barracão com algo que não estavam de todo à espera! Esta história envolve um cemitério e mortos ...ora que melhor para esta época?! 

Esta história tem várias dentro dela!! Parece mesmo uma Matrioska, o livro é pequeno e ainda assim rico porque desenvolve a história de cada uma das personagens que vai surgindo e no fim temos uma rede de ligações que se torna compreensível, mas muito complexa e cheia de vibrações misteriosas e assustadoras, típico cenário de Halloween...toca, sem dúvida, no terror. 

Sobressai uma história de amizade que passa a ser uma paixão (a de Óscar e Marina) e várias de amor que não acabam nada bem, muito dolorosas e sofridas...

Talvez, o que mais me prendeu e não esquecerei neste livro (afinal um livro marca-nos, se não o esquecermos facilmente) é a descrição da parte velha de Barcelona, tão nítida, tão vivida que parece estarmos ali também, par a par com os personagens, correndo e fugindo no mundo subterrâneo das canalizações velhas da cidade, ou observando, com os olhos de óscar, os casarões que quase caem de podres, outrora bem tratados, mas que agora parecem ser casas assombradas.

Diria que vale a pena ler e que é uma história diferente e sem dúvida bem escrita! 

Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 

  • Terror;
  • Horror;
  • Amor;
  • Tristeza;
  • Solidão;
  • Ansiedade;
  • Suspense;
  • Aventura;
  • Amizade;
  • Medo.
🌠Ler para:

- sentir vibes de Halloween :-)

- viajar por Barcelona sem sair do lugar;

- ler uma história que se abre como uma Matrioska revelando as histórias sucessivas atrás de cada uma das personagens.

- entrar numa história meio creepy.


Título: Marina

302 páginas.

Autor: Carlos Ruiz Zafón

Editora: Planeta

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Esfera de Michael Crichton


Estão a ver aqueles livros cuja história visualizamos o tempo todo? Altamente susceptível de ser adaptada para cinema (como mais tarde, acabou por ser).  Volta, não volta, a maior parte dos livros de Michael Crichton, são adaptados para cinema e talvez "Parque Jurássico" seja o filme adaptado das obras dele, o mais conhecido.

Ora, como iniciei por dizer, se é susceptível de ser adaptado, provavelmente  porque é uma daquelas narrativas galopantes que nos tiram o fôlego a cada encruzilhada, ainda para mais, trata-se de ficção científica. Concluo que cada vez mais gosto do que escreveu este autor (infelizmente já falecido).

A história começa quando é encontrado um objeto não identificado no fundo do oceano, pacífico sul.  Tratava-se de uma esfera perfeita, dificilmente produzida por humanos, pelo menos com os conhecimentos atuais. É assim contratada uma equipa de cientistas das mais diversas áreas (antropólogo; zoóloga; matemático; biólogo marinho e um psicólogo) que tentam descortinar o que terá acontecido, qual a origem de tal objeto e para que fins se destina. É assim que descem até ao fundo do mar, onde permanecem, sem qualquer contacto com o exterior (são impedidos de telefonar ou contactar de alguma forma com as respetivas famílias) e a missão é mantida secreta da população em geral e apenas militares e governo sabem. Acompanhamos de perto Norman, o psicólogo do grupo, no filme interpretado por Dustin Hoffman, que de alguma forma é a personagem mais marcante e talvez se destaque de todos os outros.

Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay
Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay 

Até descobrirem alguma coisa e desvendarem minimamente aquele mistério, muitas coisas acontecem, mais uma vez, como é característico deste autor, o livro vai-se tornando num thriller psicológico, com conclusões que me pareceram muito interessantes e nada esperadas! Vão-se misturando momentos de suspense, em que temos vontade de passar página após página sem parar. Há verdadeiros monstros marinhos que vão aparecendo, criaturas que supostamente não deveriam ter a morfologia/fisiologia que apresentam e que tornam a história ainda mais emocionante.

Fartei-me de procurar o filme (que por vezes passa nos canais habituais da TV), mas não consegui, seja como for, vou tentando porque quero mesmo ver como ficou a adaptação.

O filme tem como atores: Dustin Hoffman; Sharon Stone e Samuel L. Jackson ...só por aqui já queria ver! 

Este é um livro velhinho, não sei se é possível encontrá-lo à venda, eu encontrei na Livraria Solidária da Boutique da Cultura e devo dizer que já adquiri a maior parte dos livros deste autor :-) é mesmo um género que me cativa.

Fica o trailer do filme para abrir o apetite:



Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 

  • Ansiedade;
  • Suspense;
  • Aventura;
  • Desconfiança;
  • Medo.
🌠Ler quando:

- Apetece ler algo que é um non stop incrível (ler sofregamente);

- Se gosta de ficção científica e de ciências em geral; 

- queremos intercalar com livros de leitura mais lenta;

- queremos ler livros que estejam adaptados ao cinema;

- se gostamos do meio marinho ou se pelo contrário queremos desafiar os nossos medos acerca das profundezas do mar.


Título: Esfera

346 páginas.

Autor: Michael Crichton

Editora: Publicações Europa América



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Imagem do cabeçalho do blogue de "GimpWorkshop"

Imagem do cabeçalho do blogue de "GimpWorkshop"
Fantasia, Mágico, Surreal. De utilização gratuita.

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