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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Boneca de Luxo de Truman Capote

Livro de estreia com este autor famosíssimo e um verdadeiro clássico. Livrinho pequeno, com menos de 100 páginas, mas muito saboroso! 

A história é a de uma jovem mulher - Holly - que leva à perdição muitos homens de várias classes económicas que, de forma invariável, caem aos seus pés, rendidos ao seu charme. 

Holly, vimos a saber, já tarde na história, não teve a melhor das infâncias, pelo que foge de casa. Depois disso, vai passar por várias fases sendo que o narrador, que conhecemos pelo nome "Fred", mas que muito provavelmente não se chama assim, conta esta narrativa retratando dois momentos - passado - a que decorreu no prédio onde era vizinho de Holly e presente - em que já não vive nessa casa e não tem contacto com a Holly.

Holly tem apenas 19 anos, é irreverente, faz o que lhe apetece e cumpre um lema seu que é ser honesta para consigo própria. Trata quase todos os homens por "querido" e faz deles uns funcionários ao seu serviço. Todos lutam pela sua estima e atenção.

A nossa protagonista tem um irmão "Fred" com o qual não contacta há muito tempo, mas por ter por ele uma infinita ternura, quando encontra o narrador da história, passa a chamar-lhe Fred também, sem qualquer interesse de lhe conhecer o seu nome verdadeiro.

O seu humor é muito variável, muito instável, com altos e baixos inconstantes. De volta e meia é atormentada por picos de ansiedade e eu diria mesmo de pânico, a que chama "ferro em brasa". Começou a perceber que ir ao Tiffany´s ver aquela gente toda muito bem vestida, cheirar as pratas e as carteiras de pele de crocodilo davam-lhe alento e ânimo, por isso, sempre que se sente assim, apanha um táxi e lá vai ela ao Tiffany's. O que mais quer na vida é nunca deixar de ser ela própria, quando um dia for tomar o pequeno-almoço ao Tiffany's. É daqui que vem o nome do filme e do livro na língua original - Breakfast at Tiffany's.

Fica aqui o trailer do filme (que eu também tenho que ver...):


Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 

  • Irreverência;
  • Liberdade;
  • Inconformidade;
  • Honestidade

🌠Ler para:

- valorizar conteúdo em poucas páginas;

- percorrer locais de Nova York sem sair do lugar;

- perceber que também na década de 40-50, mulheres determinadas quebravam os valores vigentes;

- recordar o conceito "igual a si próprio(a)".


Comprar pela wook (link de afiliado) 

95 páginas

Autor: Truman Capote

Editora: Coleção Mil Folhas - Público

domingo, 3 de janeiro de 2021

Uma Canção de Natal de Charles Dickens

 

Este é, com quase toda a certeza, o livro mais antigo na minha estante! Já tem, nas minhas mãos, mais de três décadas...sim porque eu não sou assim tão jovem :-).

E se há livro mágico para mim, é este! Li-o vezes sem conta e a dada altura da minha vida, desapareceu...reencontrei-o novamente, no sótão de uma casa que tinha para vender (e há anos que ela estava para ser vendida). Encontrei-o, por um acaso, quando verificava se queria ficar com alguma "tralha" que lá estivesse. Portanto, não estava mesmo à espera de o reencontrar, pois já tinha perguntado por ele muitas vezes e já tinha ido à procura dele, nos locais onde seria suposto encontrá-lo. Como mudei de casa muitas vezes, foi mais ou menos natural considerá-lo perdido para sempre (para minha grande tristeza). Quando o encontrei de novo, pensei logo que se tratava de um bom presságio...de que a casa há imenso tempo para venda, iria vender-se! E vendeu-se!! Em plena pandemia :-).

Ora este ano, de novo nas minhas mãos, nas minhas estantes, voltei a relê-lo pouco antes do Natal.

Esta história já foi adaptada vezes sem conta. Existe em variadíssimas versões, desde banda desenhada, em forma de romance e em versões para cinema, série, bonecos animados, enfim. Parece que é um argumento muito bom e um verdadeiro clássico adaptável ao longo de várias gerações.

É a velha história do velho avarento, o Senhor Ebenezer Scrooge, que detesta o Natal e todas as coisas que se relacionam com o Natal (cânticos, refeições em família, tempo de paz e solidariedade entre os homens, enfim), a tudo isso ele responde com um "isso são balelas" o mesmo é dizer "fadinhos ao dinheiro" ou "tretas"...e exatamente na véspera do dia de Natal é visitado pelo fantasma do seu antigo sócio (já falecido) que lhe diz, por outras palavras, que tem de mudar, caso contrário, o seu fim é arrastar correntes e cadeados para toda a eternidade (tal como ele) devido à sua desumanidade.

E assim foi o começo da sua mudança. Scrooge é visitado nessa mesma noite, por 3 fantasmas, o primeiro é o do tempo passado, o segundo, o do presente e o último...o fantasma do seu futuro. Escusado é dizer que o futuro não é muito simpático! Com o passado ele revê como era a sua vida quando era um rapazinho de escola, no seu presente ele testemunha a união, amor e divertimento de familiares seus na véspera de Natal.

E Scrooge vai-se transformando...

Esta edição é super antiga, mas gosto imenso dos grafismos e de toda a forma como está escrita. Já li uma versão das edições da Coleção de Mil Folhas do Público, também gostei, mas pronto este é o meu livro do coração e voltarei a ele de certo! 

Emoções / sentimentos despertadas com este livro: 

  • Esperança;
  • Magia;
  • Transformação;
  • Avareza;
  • Bondade;
  • Amor.

🌠Ler quando:

- lhe apetece sentir a magia do Natal;

- quer conhecer um clássico de todos os tempos que já sofreu várias adaptações;

- quer descobrir até onde pode levar a avareza e a ganância;

- acredita que não é possível um homem avarento transformar-se num homem bondoso, caridoso e humano.


51 páginas

Autor: Charles Dickens

Editora: Liber    

terça-feira, 14 de julho de 2020

Frankenstein de Mary Shelley

Quantos não terão ouvido falar desta surpreendente história? Frankenstein tem imensas adaptações, tanto para cinema, como para livros, mas nada como ler a história original de Mary Shelley, até porque ficariam surpreendidos com a oposição que tem às várias versões que existem. O próprio personagem monstruoso, construído por Victor Frankenstein, nada tem a ver com o monstro com parafusos e costuras estranhas na cabeça.
 
Mary Shelley tinha apenas 19 anos quando escreveu esta história! Impressionante como nesta idade apenas, surge uma narrativa que viria a ser um grande clássico. 

Alguém que ouvi no youtube sobre este livro, referiu-a como se fosse uma daquelas matrioskas que têm lá dentro várias bonecas de onde vão, sucessivamente, saindo mais bonecas...é mais ou menos isto que eu sinto desta história. 

O personagem que nos conduz pela história é Walton. Walton começa a relatar através de cartas escritas para a irmã, a viagem de sonho dele - explorar o pólo Norte, ora estamos no séc. XVIII e por isso este é um grande empreendimento, de enormes riscos. No meio desta grande aventura e já em mares muito a norte portanto gelados, Walton e sua tripulação encontram um desgraçado de um homem, em pele e osso, com um aspeto super desgastado e muito fragilisado. Este homem era Victor Frankenstein e aqui "sai" a segunda boneca tirada da tal matrioska...

Victor Frankenstein conta como criou o seu horripilante monstro, relata ponto por ponto como cresceu na sua querida Genebra, num seio familiar acolhedor e cheio de amor e como depois tudo mudou quando ingressou os seus estudos superiores, em que no meio das suas muitas leituras, loucura das loucuras, cismou que era possível dar vida a um ser humano que já estava inanimado, sem vida. Assim que descobre que as suas pesquisas e trabalho laborioso conseguem de facto concretizar o seu objetivo, nesse imediato momento, Frankenstein apercebe-se de que cometeu um erro e vira costas à sua criação, acreditando que quem não vê é como se não fosse real...foge e esquece que deu vida a um ser hediondo.

A terceira "boneca" sai da matrioska quando o próprio monstro relata como tem sido a sua história desde que o seu criador lhe insuflou vida. E aqui ficamos absolutamente surpresos porque o monstro, na verdade, é monstro porque aparece assim aos olhos de quem o vê! Este monstro tem sentimentos e apenas queria companhia e apreciar a vida tal como qualquer outro ser vivo à superfície da Terra...mas a sua aparência atroz não lhe permite ser aceite pela humanidade que o repudia e, para saberem mais, é só ler o livro que não é grande e está magistralmente bem escrito! 







Autor: Mary Shelley
Edição: Relógio D´Água 
219 páginas
literatura-billboard

Imagem do cabeçalho do blogue de "GimpWorkshop"

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Fantasia, Mágico, Surreal. De utilização gratuita.

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