domingo, 30 de junho de 2019

Bem-vindos a Joyland

Aqui está o meu primeiro livro de Stephen King - "Bem-Vindos a Joyland". Não é daqueles aterrorizadores de que tanto se fala quando deste autor se trata. É uma história de um rapaz pré-universitário que para esquecer a namorada e ganhar uns cobres vai para a Carolina do Norte onde se encontra um parque de diversões, meio para o velho, e que na época de Verão, contrata sempre pessoal de reforço.

Devin, é um bom rapaz e entra numa de tudo fazer para esquecer Wendy, a namorada que deixa para trás quando embarca nesta aventura, ou antes, a namorada que já o tinha deixado a ele para trás quando decidiu ir viver com uma amiga para longe dele. Como se trata de um jovem que se dá bem com todos, todos o protegem e quando começa a alimentar-se mal e a entrar numa onda depressiva, não faltam vozes amigas a quererem que ele arribe de vez. 

Ao longo da história Devin vai criando novos laços, e Wendy às tantas já tinha passado à história.

É em Joyland que encontra grandes amigos (alguns vão permanecer na sua história pessoal) e também é em Joyland que vai ter contacto com uma assombração presa no comboio fantasma - uma rapariga morta por um homem que ainda não foi apanhado, assassino este que ainda nem se conseguiu identificar até aos dias em que Devin foi para lá trabalhar.

A história é passada em dois tempos diferentes, melhor, ao longo de toda a história Devin relata o que aconteceu naquele verão e volta e meia vem ao presente para explicar uma ou outra coisa que está acontecer ou aconteceu numa época posterior ao Verão na Joyland.

O livro prende e a história é rápida dando aquela vontade de progredir rapidamente nas páginas de modo a sabermos quem foi, quem está por trás de todo o mistério e o que se está passar...há pormenores que não encaixam a 100% e relativamente à capa da edição portuguesa escolhida pela Bertrand Editora, sinceramente nem sei bem porquê é que escolheram o palhaço, embora goste das letras e da roda lá atrás - Carolina Spin, mas sem dúvida que a capa da versão original, quanto a mim, é bem mais ilustrativa da história, ou seja, tem mais a ver.

O autor cria todo um cenário e ambiente de feira, em que se fala numa linguagem própria, em que há rotinas específicas e personagens com  fatos típicos exibindo o Howie (o cão feliz), símbolo daquele parque temático (até este poderia ser mais representativo para a capa!).

Não é uma história daquelas que me vá marcar para a vida e também não é daquelas histórias que metam muito medo, por isso quem quiser começar com Stephen King e não souber o que ler para primeiro, penso que esta é uma boa hipótese.

Autor: Stephan King
Bertrand Editora
253 páginas

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Os Assaltos à Padaria de Haruki Murakami



E eis o meu primeiro livro de Haruki Murakami! Se eu costumava pensar que era interessante ir visitar países do mundo oriental para conhecer verdadeiramente culturas diferentes, ao invés de passear na Europa ou mesmo EUA ou Canadá, agora, fiquei com quase certeza de que vale mesmo a pena "saltar" para países como o Japão; China; Nepal entre outros, para conhecer e estar em contacto com diferenças nas formas de pensar e de se estar na vida! Mas, claro está que ainda não é só com um livro de um autor japonês que se pode concluir grande coisa, mas já dá para ver que a originalidade está presente e de que maneira!

Os assaltos à padaria, são dois contos, desfasados no tempo, independentes, mas ainda assim com com alguma ligação entre eles. No primeiro, um grupo de jovens recentemente formados e saídos de uma qualquer faculdade, com fome de bradar aos céus, resolve assaltar um local com comida e acabam por escolher, nada mais nada menos, do que uma padaria! Com um cheiro irresistível e uma quantidade de pão que dá para saciar um batalhão, o grupo entra, convicto e com armas, mas...o dono da padaria propõe-lhes um acordo...e nós leitores entramos quase numa espécie de surrealidade em que pensamos "espera isto não poderia acontecer", "talvez até existissem pessoas para isto" e " é a loucura completa" e rimos do ridículo engraçado que vai acontecendo. 
Mergulhamos no segundo conto e penso que foi neste (não me recordo bem), que o autor mistura ao mesmo tempo uma certa fantasia. O nosso personagem principal (o mesmo do que o primeiro conto e agora casado e mais crescido, quiça um pouco mais responsável) é atacado pela mesma fome absolutamente avassaladora e dolorosa, e desta feita tem companhia, a sua esposa. No meio desta fome enloquecida, a nossa personagem parece que vê o fundo de um mar transparente onde ocorre ao mesmo tempo qualquer coisa de estranho (acho que nem ele nem eu percebemos claramente do que se está a passar :-). Bem, se até aqui eu achava que a história tinha sido surreal, chego à certeza de que o fantástico toca os dois contos ...e a tal fome (do tamanho do mundo e mais além) conduz o nosso assaltante e a sua esposa a fazerem exatamente o que já tinha acontecido no mesmo conto - assaltarem uma padaria...
Que dizer deste livrinho que se lê num ápice? Diferente, original, criativo, com ilustrações muito bonitas e que vale mesmo a pena ser lido, com mente aberta, com vontade de apreciar o que é bem feito e bem escrito! Gostei muito mesmo!! E sim quero continuar a ler Murakami, quem sabe ler autores de outros países completamente diferentes do nosso, é também uma forma de passear neles? De conhecer um pouco mais de vivências e modos diferentes do nosso e ainda assim tremendamente humanos, tremendamente iguais portanto. 



Autor: Haruki Murakami
Editora: Casa das Letras
96 páginas



terça-feira, 16 de abril de 2019

A menina que engoliu uma nuvem do tamanho da Torre Eiffel de Romain Puértolas

Vou fazer esta opinião muito a quente pois acabei de ler este livro maravilhoso. Esta sensação de encantamento foi aumentando até que culminou com o términus da história.
O autor (e é a primeira vez que leio qualquer coisa dele, mas fiquei ávida por mais histórias dele), usa o non sense ao longo de toda a história, possivelmente muitos leitores soltarão gargalhadas por tantos disparates engraçados ao longo da história, o que não foi o meu caso. Gostei muito de todos os disparates (que nem são assim tão disparatados e têm sempre algo maior por trás), mas nunca me ri em riso solto e largo, terei eventualmente, numa ou noutra situação sorrido.

Inicia-se a história com um controlador de tráfego aéreo contando uma história rocambolesca a um barbeiro/cabeleireiro que pensamos nós, nada tem a ver com a dita. A história é acerca de uma mulher carteiro (ou antes carteira porque é mulher :-), que por amor a uma filha, consegue abrir asas (leia-se braços) e voar para perto da pequena...e não vai de avião porque precisamente nesse dia há uma nuvem de cinzas provocada pela erupção de um vulcão (cujo nome é intragável - Eyjafjallajökull) lá no norte e que efetivamente e na vida real, entrou mesmo em erupção (até com este tipo de coisas o autor brinca). 

Ora bem, eu que até mais de meio do livro estava nas 4 estrelas (para dar no goodreads), quando começo a abeirar-me do fim, céus, desato num pranto solto como há muito (se é que alguma vez me aconteceu isto com um livro) não me acontecia! Tudo ficou claro, brilhante aliás e o autor dá-nos de uma penada só uma volta de 360º  (ou 270º porque caso contrário ficaríamos no mesmo lugar :-) e um livro que poderia ser uma espécie de ficção romântica (se é que isto existe) passa a ser uma realidade dura e ainda assim maravilhosa, encantadora e super ternurenta. Este livro foi o primeiro deste ano (e creio, o primeiro em muitos anos) que me fez chorar assim em pranto, fazer lágrimas escorrer (e das gordas) na minha cara, até porque, não era esperado este final e só muito para o fim é que começamos a vislumbrar um cheirinho do tipo de final que leva esta magnífica história. 

Amor é a palavra chave que se repete sob variados nomes, debaixo de muitas "peles", amor é o principal sentimento que se eleva em cada um dos acontecimentos do livro. Cada frase, tem atrás de si tantas aprendizagens, tem tanto que quer transmitir, que penso eu, é um dos livros que deve ser relido para conseguirmos apanhar tudo, mesmo tudo que o autor quer transmitir e mesmo assim talvez seja possível ficarmos aquém. Parabéns a Romain Puértolas!! Fantástico livro que ADOREI!! 

E também adorei a capa e contracapa que está uma delícia (tal qual como a história).

Autor: Romain Puértolas
Editora: Porto Editora
197 páginas

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A última carta de amor de Jojo Moyes

Este foi o primeiro livro que li desta autora e percebi logo que não foi grande escolha, devia ter começado por outros dos quais ouvi falar muito bem. 
As primeiras páginas foram confusas, não consegui encaixar logo. A separação de capítulos vai-se fazendo com pequenos textos que correspondem a mensagens curtas, escritas por e-mail, mensagem de texto enviada por telemóvel (na atualidade) ou por cartas de amor escritas em folha de papel a caneta (num tempo passado).

A história passa-se em duas épocas diferentes - 1960 e 2005. Com duas protagonistas que são diferentes na sua maneira de estar mas ao mesmo tempo com percursos pessoais que têm algumas semelhanças.

Uma das mulheres é casada com um senhor do "amianto", rico à custa de uma empresa que possui para isolamentos e coberturas que na sua constituição, usam aquele material. O amianto é extremamente prejudicial para a saúde (mas na época é recente a descoberta desta fatídica relação).

Outra das mulheres, personagem principal desta história, é jornalista e por um acaso descobre uma carta de amor da primeira dirigida ao seu amante Boot.

A leitura foi lenta até cerca de meio do livro, com idas à frente e a trás no tempo, meio cansativas, mas a história começa a desenvolver-se lá mais para a frente e até a surpreender. Embora eu fosse mais ou menos descobrindo pequenos desfechos que iam acontecendo, não deixou de ser agradável, mas não foi um romance que fez tchannnannan, infelizmente não. Seja como for, vou e quero ler mais livros desta autora e parece que são bastantes.

E com isto cada vez mais estou a boicotar os livros a que propus a ler em 2019 ..acho que este não constava! E já entraram vários (e continuam a entrar) que não estavam na minha lista de leituras para este ano !! Enfim...


Autor: Jojo Moyes
Editora: Porto Editora
449 páginas

domingo, 31 de março de 2019

O Homem de Giz de J. Tudor

Pronto já ando a "furar" a minha de lista de livros a ler para este ano a toda a velocidade e de toda a forma e feitio e para isso basta dar uma voltinha inocente na biblioteca. Torna-se portanto irresistível por lá andar, no meio das prateleiras, sem trazer comigo 2 ou 3 livros que já me tinham despertado a atenção. Desta vez trouxe debaixo do meu braço este - o Homem de Giz de Tudor e desta feita intercalei com a última carta de amor de Jojo Moyes.
Sobre o livro aquilo que melhor o traduz para um leitor àvido de leituras é que ele é rápido, de um fôlego só e quase ficamos sem ar, porque ao ler duas linhas queremos ler mais quatro, ao ler quatro mais oito e vai daí a leitura assemelha-se a uma progressão geométrica que não pára de crescer :-).
Gostei muito, pois prende e nos exige uma continua leitura sem grandes paragens, no entanto (e eis que me torno cada vez mais uma leitora ultra exigente, enfim...), não gostei da tradução e não gostei de todo, pois não gosto dos termos "garoto", ou "monte de merda", ou outras frases que francamente só desvalorizaram a escrita, pareciam coisas mal encaixadas, meio deslocadas, mas o todo não fica desvalorizado, ou antes, a história não fica desvalorizada. 
Também existiram outras partes que ficaram meio estranhas e mal ajustadas no meu raciocínio, há partes que não consegui concluir se eram apenas imaginação da personagem ou se de facto teriam acontecido e se sim, a acontecerem, não se percebe então o desfecho, com "culpados" que não correspondem ao andamento da história...dá a sensação que a autora nos desvia as atenções com acontecimentos quase "non sense" para que seja pouco expectável o desfecho...ainda assim, como disse é muito rápida a leitura e prende-nos.
Gosto de thriller, gostei por exemplo da rapariga do comboio (bastante) e até certo ponto pareceu-me mais coeso e coerente na sua narrativa, do que este, mas ainda não digo que thriller é a minha praia, porque não é! Até agora os livros que mais me tocaram foram os de romance e talvez particularmente, romance histórico. Seja como for, ainda há tanto para percorrer neste caminho delicioso da leitura...
Ahhh sobre o conteúdo?! Pronto também posso explicar um cheirinho...
Um grupo de adolescentes, lá pelos anos 80, com as suas bicicletas exploram o mundo, a floresta lá perto das suas casas e jogam os seus jogos, arranjam as suas brincadeiras. Surge um professor novo na vila, fisicamente diferente do habitual, é estranho, misterioso e propõe à nossa personagem principal uma brincadeira nova...mensagens escritas a giz. O grupo de adolescentes, cada um com a sua história familiar por trás, começa a entrar neste novo "jogo" - mensagens através do giz escritas em diversos sítios e com códigos próprios ....e descobrem coisas horríveis que mais tarde, bem mais tarde se descobrem, ou parcialmente ficam descobertas, porque alguns pequenos pormenores ficam escondidos...talvez para sempre!

domingo, 3 de março de 2019

Cafuné de Mário Zambujal

Este livro - Cafuné -  foi o primeiro que li do autor, talvez não tenha sido a escolha acertada para o primeiro, talvez devesse ter começado com o tão famoso "Crónica dos bons malandros" e talvez não tenha sido nada disto a fazer a diferença na minha opinião, o que é facto é que não posso dizer "não gostei", mas posso dizer "não faz mesmo o meu género de leitura" ou "não me fez vibrar" ou ainda: "não é definitivamente para mim".

Um livro, para ser realmente bom (para mim), deve tocar-me na alma, emocionar-me, fazer-me rir ou chorar ou as duas coisas, dar-me calafrios, transmitir-me alguma ansiedade, um toque de adrenalina, querer saber mais e mais até terminar...neste caso, a leitura não conseguiu cativar-me e às tantas, porque estava numa espécie de ressaca literária.

Tinha acabado de ler "Tempo entre Costuras" de Maria Dueñas e esta foi uma leitura de me tirar o fôlego, rápida, envolvente, quente, marcante, eu sei lá, de tal maneira que quis escolher um livro, que depois deste fosse mais leve, mais divertido e de certa maneira, Cafuné foi mais leve e divertido. O "leve", no entanto, transportou-me para um cenário de uma Lisboa meia apodrecida em costumes, para brejeirices, alguma ou muita promiscuidade, embora tudo isto escrito, é claro, de forma muito bem feita, com um tipo de humor muito característico de Mário Zambujal e muita história à mistura, que nos faz viajar até 1800 e piquinhos, época em que Napoleão e as suas tropas invadiam Portugal e a família real se pisgava a sete pés (ou antes, a navegar para o Brasil).  Nesta época ainda se vivia com muito receio do que tinha acontecido não há muito tempo, a 1 de novembro de 1755, o grande terramoto que se fez sentir intensamente em Lisboa. A justiça era bem pior do que a que existe nos nossos dias, ou antes, melhor dizendo, não existiria justiça a qual se fazia, na grande parte das vezes, por conta própria, matando que se entendia matar, por questões que tinham a ver com o que acontecia no leito conjugal ou com o que estava relacionado com a honra dos homens em relação às moçoilas que se queriam desposar. Os assuntos de cama e a promiscuidade era mais que muita, casados ou não, da realeza ou do povo, os amantes e as amantes eram coisa vulgar e muito se falava no diz que disse e não disse e tal e coisa.

Divertido é sim e escrito de uma forma diferente do habitual. Aprendi ou fiz a revisão de muitos temas que tinha esquecido da história portuguesa, no entanto, confesso que neste momento, não me encheu as medidas. Seja como for, quero ler muito mais do autor e só depois opinar com maior consistência.


Autor: Mário Zambujal
Editora: Clube do Autor
243 páginas

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O tempo Entre Costuras de Maria Dueñas

Acabadinho de ler - Tempo Entre Costuras de Maria Dueñas e com aquela sensação de: "ohhh, já acabou?!", não obstante de serem 600 e tal páginas. Que livraço! Adorei!! 
Sira Quiroga é filha de uma modesta modista madrilena (gira conjugação). Mãe e filha costuram para a D. Manuela, dona de um atelier de costura na cidade de Madrid, instalado num bairro com mais prestigio do que o bairro humilde onde vivem Sira e a sua mãe.

Sira começa por ser uma mulher que vai indo na maré da vida e acaba por ser a própria maré em alto mar, cheia de garra, segura de si, certa no que quer no final das contas - ou seja, grande mulher que se afirma e que aprende com as grandes quedas que foi tendo devido a algumas escolhas que fez. Acaba por ser a sua maior vocação - a de ser costureira - que lhe permite sempre seguir em frente e ultrapassar as dificuldades que vão surgindo.

O cenário temporal abarca os tempos conturbados do início e meados da II Guerra Mundial e o tempo em que Franco está no poder de Espanha e se perfila uma possível aliança com os Alemães, pouco tempo depois de Espanha ter passado pela sua história destrutiva de guerra civil. Aprendi bastante com o livro, pois há factos históricos que ou desconhecia ou já não me recordava de ter dado na escola (e se é que dei...).

O livro é viciante e lê-se muito rapidamente, eu é que nem sempre consegui ter tempo para o ler, pois há trabalho para além das leituras :-). Mas, flui extraordinariamente bem e a escrita de Maria Dueñas é maravilhosa, fazendo sempre comparações que me levaram a sorrir muito sozinha e dizer várias vezes de mim para mim " brutal", "espetacular" ...não digo, nem desvendo mais nada, pois muito já foi desvendado e o interessante é partir para esta leitura sem saber nada.

Algures no booktube, ouvi dizer que era talvez por ser uma escritora latina e eu não podia estar mais de acordo! Chego sempre à conclusão de que os escritores latinos são fantásticos e penso que os meus preferidos, há um toque quase mágico na escrita deles, envolvente, quente e muitas vezes parei e pensei: caramba como é possível?! Estou a visualizar tudo, parece que estou dentro da história, vejo os cenários, as personagens, quase que se podem cheirar os aromas (e aqui são muitos pois parte da história passa-se em Marrocos). Um deslumbre!

Há série também e assim que descobri quis ver. Ainda não a vi, mas vou fazer os possíveis pois penso que está muito bem adaptada. É da Netflix e não esquecer que o primeiro mês é grátis e sem compromissos! 

Autor: Maria Dueñas
Editora: Porto Editora
620 páginas

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Imagem do cabeçalho do blogue de "GimpWorkshop"

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Fantasia, Mágico, Surreal. De utilização gratuita.

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Abençoada hora quando decidi ler este livro em férias de verão...este é o livro ideal para levar nas férias! Tão divertido que nos embaraça,...