sábado, 20 de junho de 2020

Só não é rico quem não quer - no século XXI de Marcelo Veiga

O meu interesse por todos os assuntos relacionados por Educação Financeira tem vindo a crescer cada vez mais. Incrivelmente, aumentou precisamente na altura de pico da pandemia (talvez pela maior disponibilidade de tempo para pesquisa). Já me interessavam estes temas, bastante até, no entanto, ainda não tinha conseguido aceder a materiais interessantes e sobretudo adaptados à realidade portuguesa.

O cenário mudou radicalmente quando encontrei (ou reencontrei) um canal no youtube: Renda Maior da Ariana Nunes. A partir daí foi um non stop de informação, mais informação, pedia-me mais informação e assim sucessivamente e fui crescendo em conhecimentos acerca deste assunto tão pouco conhecido da maioria dos portugueses - Educação Financeira.

A importância deste tema é imensa, mas infelizmente, a maior parte de nós gere o seu orçamento mensal, assim mesmo: dia-a-dia, mês a mês, lufada em lufada, chegando ao derradeiro dia 29, 30 ou 31 sem ar...e sem dinheiro :-(.

Cansada de fazer esticar os meus tostões, resolvi educar-me financeiramente falando, isto porque ganhar o euromilhões é um sonho um pouco distante e dependente mais da sorte, do que mim! E como o que não depende de mim, não consigo controlar e como a única coisa que consigo controlar, efetivamente, são os meus pensamentos, então resolvi que eles precisavam de bons alimentos, bons livros e boas informações.

Foi neste canal de youtube - Renda Maior - o qual maratonei (ou acho que já vi tudo e mais um par de botas), que tive acesso ao livro do Marcelo Veiga e ao seu canal de youtube e através deste canal mais e mais coisas interessantes. No canal da Renda Maior, tive acesso a variadíssimos podcasts e mais e mais canais, adaptadíssimos à realidade portuguesa, o que é absolutamente fantástico e deixarei uma lista deles que tenho ouvido sistematicamente.

Mas, falando deste pequeno (muito interessante) livro - "Só Não É Rico quem não quer " de Marcelo Veiga, posso dizer que não sendo assi

m um livro que diga muitas coisas extraordinárias, para quem está a iniciar este percurso é super fácil de ser lido, linguagem muito simples, muito espaçamento entre o que é dito, portanto ainda mais rápido e fácil se torna. Resume a indicação de livros e leituras de grande interesse para o tema, coloca informações/dicas importantes em pontos (por exemplo: 5 passos para enriquecer no século XXI - página 106).

A edição deste livro, de certo, foi muito barata, trata-se quase de uma sebenta e parece que o autor assim o fez de propósito, pois o objetivo é tornar esta leitura acessível a muita gente, por isso quanto menos dispendiosa, melhor, quanto mais fácil de se ler, mais espalhadas serão estas ideias, e aqui estão as fundamentais. Para além disso, o facto de ser uma edição super simples, quase em formato de sebenta, faz-me ainda mais, querer e não ter problemas em sublinhar, riscar, apontar comentários nas páginas, dobrar a lombada (causando horror a muitos fanáticos pelos livros bonitinhos)...e foi isso mesmo que aconteceu com o meu pobre exemplar que se encontra cheio de sublinhados, "post it" and so on.

Não digo que concordei com tudo (e quem sou eu), refazendo a frase que acabei de escrever - não digo que tudo o que foi escrito está de acordo com o que são os meus sentimentos e pensamentos, a minha estrutura de ser (ena ficou profunda esta :-), mas tirei-lhe o sumo, seja o que isto quer dizer! O essencial, esse foi espremido, e bem espremido, até ao tutano! E adorei! Aliás, adoro a boa disposição e alegria do autor, assim como a sua simplicidade. Como digo, há coisas que ele escreve e diz com as quais não alinho muito, mas o essencial está absorvido.

Este livro, tal como os restantes do autor, não estão publicados em Portugal, pelo que tive de o encomendar da Amazon.es agora, espreitem os preços dos livros publicados pelo autor, este e o "fábrica de milionários" e vejam lá se o que disse sobre "barato" não está certo! Portanto, sim, encomendei logo os dois ! A "Fábrica de Milionários" está já cá em casa, à espera de ser lido.

Deixo aqui só um cheirinho (para além de uma frase, a típica frase que escolho sempre para colocar ali da barra lateral de cada um dos livros que leio), escusado será dizer que este livro é em português do Brasil, mas não me fez absolutamente confusão nenhuma! 

"Temos que dar um reset em nossa maneira de pensar, reiniciarmos os nossos pensamentos e adaptá-los ao novo modelo periodicamente. Precisamos mudar nosso sistema educacional e enquanto ele não acompanha esta evolução, sermos autodidatas que aprendem uns com os outros online, é assim que se aperfeiçoa o mundo digital. "

Podem "beber" conhecimentos acerca da Educação financeira em diversos sítios online, completamente adaptados à realidade portuguesa (num qualquer outro post futuro, farei a lista, talvez uma TBR, sobre livros recomendados para o crescimento e desenvolvimento da literacia financeira).








111 páginas
Autor: Marcelo Veiga
Edição do Autor.
****a minha classificação no GoodReads

sábado, 13 de junho de 2020

Os Testamentos de Margaret Atwood



Acabei hoje de ler este livro e a sensação, ao terminar a última página foi: WOW!! 

Bem, nem sei por onde começar, mas sei que a altura ideal de comentar um livro é mesmo momentos depois de o ter lido pois está tudo fresco...por outro lado, se deixarmos passar algum tempo após a sua leitura e só depois comentarmos, pode ser que a nossa opinião seja mais madura e consistente. Mas, neste momento, o que sei é que quero fazê-lo já! E portanto, é a quente.

Este livro vem na continuação da "História de Uma Serva" da mesma autora (cuja opinião está também neste blog). E o interessante é que a autora refere que "Os Testamentos" foi escrito na tentativa de responder a várias perguntas que os leitores lhe iam colocando depois da leitura do primeiro livro. Repare-se que foi escrito cerca de 34 anos depois do primeiro livro! Ou seja, este livro foi concebido, fundamentalmente, a partir das questões dos leitores acerca do primeiro livro, mas é claro, tem também muito da sociedade atual (segundo Margaret Atwood). 

A sociedade construída por Margaret Atwood, é tão bem descrita que francamente nos sentimos a percorrer as ruas e as casas e os vários cenários do livro, o que, não é nada agradável! E não é agradável porque se trata de uma sociedade doentia que trata o sexo feminino como "abaixo de cão", sendo que as mulheres são apenas um instrumento, ou de reprodução (no caso das Servas), de trabalho doméstico (no caso das Martas), de "troféu" (no caso das Esposas desposadas pelos Comandantes, grandes senhores desta sociedade). Mas, há mulheres aqui com um "nada mais" de poder (nunca tanto como os homens), elas são as Tias que "domesticam" e ensinam a serem boas esposas (as Esposas) e boas servas (as Servas). Também há as Econoesposas, mulheres de homens que são são Comandantes, portanto, considerados homens de classe inferior.

Como muita coisa ficou por dizer no primeiro livro, a autora aproveita neste seu segundo livro, para ir descrevendo tudo muito bem descrito através da visão de 3 protagonistas principais nos Testamentos: uma infiltrada do Canadá (país vizinho de Gileade - esta nação distopica); uma Tia poderosa e uma outra rapariga, criada neste sistema e que eventualmente estará ligada a personagens do primeiro livro.

E não consigo dizer muito mais da história sem estar a dar spoiler que é coisa que não quero, de todo em todo. Posso no entanto refletir em muitas coisas acerca desta sociedade. É um livro que nos faz pensar que a sociedade ideal não existe e que quanto mais a tentamos alcançar, mais erramos por estar a excluir e descriminar e separar e julgar e tudo o que é de negativo. Sim, somos humanos e devemos aceitar todas as diferenças (e no momento atual é ainda mais pertinente o que escrevo). É preciso ser consciente que todo o tipo de radicalismo, cai sempre nos pólos opostos e quando o bom senso não existe cometem-se atos que são "pior emenda que o soneto" e corre-se o risco de, no extremo, criarem-se sociedades distópicas. Por outro lado, a ignorância e falta de conhecimento é sempre o instrumento de um mal maior e uma sociedade que, por exemplo, censura, omite, esconde e negligencia, é sempre uma sociedade que vai queimar e ocultar todas as fontes de conhecimento (como são livros e outras fontes de informação). 

Nesta sociedade, ler é completamente proibido! Imaginem um mundo sem livros e sem leitura, isto é do pior! Mas o desaparecimento dos livros, como fonte do conhecimento e saber/informação é retratada como pedra basilar em muitas histórias distópicas em que a ignorância e falta de conhecimento conduzem a um mal maior. E disto tenho eu a certeza...quanto mais ignorante for uma sociedade, quanto menos conhecimento tiver essa sociedade, associado a uma falta empatia pelo ser humano  e pelo meio que a rodeia (tão importante quanto o conhecimento e a informação), mais mal pode provocar essa sociedade a si, aos outros e à natureza.

Quem quer fazer perpetuar a ignorância, retirando livros e outras fontes de conhecimento, não deseja que a humanidade desenvolva o conhecimento e a sabedoria, e para quê? Essa é de fácil resposta! Quanto a mim, para dominar, perpetuar e mandar - exercer domínio no outro e sobre o outro...para quê? Para fazer o que bem lhe apetece (e quando falamos de gente desequilibrada e sem humanidade isto torna-se muito muito perigoso), sem que tenha consequências disso.

É isto que fazem os livros...abrem mentes! 

Ahh..claro está que este livro tem a série que é muito conhecida - Handmaid´s Tale, sendo que ainda não a vi e não sei se quero estragar a ideia com que fiquei dos livros, é sempre complicado para mim decidir ver séries depois de ler livros tão bons. Fica cá em baixo o trailer da série adaptada do livro "História de Uma Serva" 


450 páginas
Autor: Margaret Atwood
Editora: Bertrand
*****a minha classificação no GoodReads

sábado, 6 de junho de 2020

A História de Uma Serva de Margaret Atwood.


Este foi o meu primeiro livro da autora. Com uma escrita brilhante,  saltamos de imediato para uma sociedade distopica, construída de forma soberba, que pretendendo ser perfeita, obviamente que não o é - a definição perfeita da imperfeição que caracteriza as distopias. 

Não foi há muito que percebi o que significava esta palavra - distopia - precisamente o contrário do que se entende por "utopia" ou a versão ideal de qualquer coisa, um sonho tornado realidade.

A história que nos é apresentada por Margaret Atwood, através dos olhos de uma "serva" é absolutamente horripilante. Sim, de um filme de terror! Muita angústia, marcada pela ausência de qualquer esperança (ou vá, muito pouca...que esperança existe enquanto há vida), em que o tempo se arrasta pois pouco é permitido fazer...

Nesta narrativa, é relatado o testemunho de uma mulher que de um instante para o outro vê-se num território, que era o seu, mas que de repente não reconhece como seu, tal é a mudança que se opera em menos de nada.

Defred é a mulher que nos relata o estado das coisas em Gileade, depois de um governo extremista ter chegado ao poder. As mulheres são então categorizadas (existem "Servas", "Martas", "Econoesposas", etc), sendo que as servas seriam as que tinham a capacidade para gerarem novos seres humanos, por terem já sido mães anteriormente e, portanto, por revelarem uma característica muito útil - a fertilidade. São assim usadas para engravidarem ao serviço dos "Comandantes" . Estes são os senhores que detêm o poder totalitário daquela região. Até o nome das servas simboliza esse poder sobre os bens ou pessoas que possui - De Fred - ou seja, pertencente ao Comandante de nome Fred (Defred). Quanto mais elevada a patente do Comandante, mais bens/pessoas tinham ao seu serviço, por exemplo, os de patente elevada teriam um maior número de "Martas" ao seu serviço, ou seja, uma espécie de criadas da casa, um "faz tudo", desde cozinhar a limpar a casa.

Em Gileade não é permitido ler (que horror, mais horroroso); não é permitido vestir de forma diferente daquela prevista dentro de cada categoria de mulher - as Martas vestiam de verde, as Esposas de azul, as servas de vermelho; não é permitido andar sozinha (claro em caso de se ser mulher); falar é coisa muito pouca e em sussurros...enfim, um sem número de proibições, severamente punidas.

Vamos acompanhando Defred no seu dia-a-dia de tédio, em que só tem direito ao que é básico e que deve ter em conta, essencialmente, as necessidades do seu dono - o Comandante. O Comandante, chefe de família de Defred (portanto o Comandante Fred) também tem uma vida pouco interessante, ao qual também são atribuídas tarefas muito específicas, dentro das quais não estão as lúdicas ou outras que não têm em conta os valores familiares e religiosos do governo de Gileade. Como é homem, tem uma maneira de pensar de supremacia perante as mulheres que, são de facto, consideradas como sendo seres inferiores, incapazes de terem um raciocínio tão bom e igual aos seres humanos masculinos.

A grande angústia da personagem principal deve-se sobretudo ao facto de que ela conheceu outro tipo de sociedade, à qual fazia parte como mulher casada, com um homem que amava e do qual tinha uma filha, ou seja, tinha uma família. Esta realidade é-lhe arrancada à força e vê-se de um momento para o outro, numa outra realidade em que o ser humano é categorizado e diferenciado, sobretudo pelo género a que pertence.

Embora seja uma leitura difícil (mas muito fluida!) porque nos confronta com uma realidade brutal, em que pouco resta de esperança, é escrita de uma forma magnífica, parece que nos fala diretamente e cria todo um mundo diferente do nosso e que um dia (oxalá que nunca, jamais e em tempo algum) poderia bem o ser.

Este livro tem continuação, ou antes, Gileade continua a ser palco da narrativa de Margaret Atwood, 15 anos depois da História de Uma Serva. "Os Testamentos" (livro que estou a devorar agora e que foi escrito 34 anos após o primeiro!), foi lançado em março deste ano (2020) e está a ser ainda melhor (na minha humilde opinião).

Dei-lhe 4 estrelas no Goodreads só porque este não é o género de narrativas que me envolvem assim emocionalmente e me elevam a alma e me fazem chorar ou rir...mas dado à escrita super fluida desta autora, enquanto leio "Os Testamentos" tenho praticamente a certeza de que serão as 5 estrelas bem gordinhas que lhe quero dar! 

348 páginas
Autora: Margaret Atwood
Editora: Bretrand Editora
****a minha classificação no GoodReads




sábado, 23 de maio de 2020

Livros da Milly e Molly (ou Mini, Mena)


Nunca tinha escrito aqui acerca de um livro infantil (puramente infantil, para idades entre os 6 a 8 anos). Se há coleção de livros que adoro para os mais pequenos é esta - a da Milly e Molly. Atualmente e em português, estas meninas, personagens principais da história, passaram a chamar-se (não sei por carga de água) Mini e Mena...como se os nomes próprios fossem traduzíveis (quanto a mim não são mesmo e fica até um bocadinho descabido, mas enfim).
Conheci esta coleção de livros (pequenos na altura e maiores agora), porque sou professora e estagiei, à long long time ago :-), no 1º ano do 1º Ciclo. Depois disto ,a vida levou-me para outro Ciclo de ensino, mas neste preciso ano, inicial da minha vida enquanto professora, descobri estes pequenos livrinhos, tão preciosos.
O lema desta coleção de livros é "somos diferentes, mas sentimos o mesmo" e as personagens principais são duas amigas, aparentemente diferentes, mas que têm ideias iguais, sentimentos que se tocam, objetivos muitas vezes comuns.

Cada livro destes, tem um valor a ele associado, assim há livros que pretendem com a sua história passar o valor da responsabilidade social, o do respeito pela natureza, ou o da honestidade, enfim, uma série deles.
As ilustrações são uma ternura, as histórias muito interessantes e juntam sempre as duas amigas numa pequena aventura comum.

Por exemplo, num dos livros a história é que as duas meninas querem acampar fora da área ajardinada da sua casa...mas têm medo! Ora quando ultrapassam este medo e conseguem acampar, passam uma aventura na tenda numa zona perto da casa, mas fora dos portões que as poderiam proteger. Ao longo da noite as sombras do exterior parecem ser uns verdadeiros monstros que as vão devorar. No final,  com coragem (o valor da história), lá conseguem dormir.

Noutra das histórias na escola de Milly e Molly os meninos querem arranjar um parque infantil com escorregas e baloiços, mas a escola não tem dinheiro para tal. Então, Milly e Molly decidem juntar todos com um fim comum, fazerem bolachinhas, para juntar dinheiro e por fim comprar o tal parque infantil.

No presente ano letivo, fiquei novamente no 1º Ciclo e testei novamente a leitura destas histórias para sentir o impacto que tinha nos meus petizes cuja idade é por volta dos 7 a 8 anos. Lia uma história (que acaba por ser rápida e recheada de imagens) e depois pedia-lhes a ilustração da história ouvida. Passaram a adorar estas duas personagens! 
Como tinha poucos livrinhos destes, fui à procura deles na net, descobri que eram vendidos pela Wook a um preço muito razoável (3, 5 eur) cada história.



Já mais recentemente, fui à procura na OLX de livros que tivessem as histórias todas e consegui arranjá-los! São os que podem ver nas imagens e não estou nada arrependida com esta aquisição. De volta e meia, nas sessões online conto uma destas histórias e mostro-lhes as imagens...e continuam a gostar é claro! 

Considero as histórias infantis um excelente veículo de aprendizagem. Com uma história podem ser ensinados imensos conteúdos, sobretudo para o 1º Ciclo em que não há distinção de disciplinas (espalhadas por vários professores), mais ainda, as histórias/ouvir histórias é tão benéfico para estas idades mais tenras e eles adoram! São quebras de estados mais agitados, atividades que se podem e devem fazer até para incentivar a leitura.

Livros no site da wook










terça-feira, 19 de maio de 2020

As cinco cores da cozinha saudável de Vânia Ribeiro

Quando há sensivelmente 3 anos a minha filha decidiu deixar de comer carne (já com os seus 16 quase 17 anos), fiquei um tanto ou quanto aflita...sem querer negar esta hipótese, pois também considerava que era carne a mais na nossa alimentação, mas com receio de não estar à altura.

O primeiro ano foi então de muita exploração de novas receitas. Disse-lhe que pelo menos numa primeira fase, seria importante não deixar o peixe, nem tão pouco produtos como queijo, ovos sendo que o leite, há muito já tínhamos deixado de beber (toda a família).

Foi assim que descobri vários autores, várias receitas, alguns completamente vegans, outros apenas vegetarianos, outros nem uma coisa nem outra, mas assim assim :-).

Fiquei absolutamente rendida à cozinha sem carne, descobri que era possível cozinhar de forma apetitosa...! Explorei intensamente, especiarias, ervas aromáticas e um sem número de hipóteses saborosas e, espantem-se...nutritivas, tão ou mais, do que refeições baseadas inteiramente em carne + uma fonte de hidratos de carbono, como massa ou arroz.

Leite dourado in "as cinco cores da cozinha
saudável" de Vânia Ribeiro
Aos poucos fui introduzindo outro tipo de farinhas (como de aveia ou arroz), a farinha de linhaça dourada começou a fazer parte da minha gaveta com variedades nunca antes vistas. As lentilhas, o grão, feijão preto e feijão manteiga começaram a ser os amigos indispensáveis da minha despensa e a polpa de tomate essa nunca falta e quando tal acontece é um horror :-). A aveia em flocos nunca nos larga até porque cá em casa não falta granola caseira. Depois fomos comprando de forma sistemática, tâmaras, tahini e até miso! Óleo de coco e maple syrup também são uns queridinhos cá em casa. Enfim, tudo nomes que não estavam na lista do nosso vocabulário gastronómico.

Queques de cenoura com molho de chocolate in
"as cinco cores da cozinha saudável" de Vânia Ribeiro
Pequenos truques também foram sendo aprendidos, coisas como: feijão deve ser consumido com uma fonte de hidratos de carbono pois assim o ferro é absorvido de forma mais eficiente e eu sei lá que mais...
Fui descobrindo youtubers com opções diferentes de cozinhar, pratos que fui arriscando e alguns dos quais tenho adicionados como preferidos.

Foi assim que fui de encontro com o canal da Vânia Ribeiro Made By Choices com os canais youtubers (Pick up limes) e Ella deliciously ella. Tudo o que elas faziam era absolutamente delicioso (claro está aparentemente). Uma verdadeira maravilha e sabem o que gostavam mais de ver e por isso nunca deixei de seguir? A alegria e prazer com que cozinhavam, o amor que transmitiam ao falarem e fazerem as suas receitas! Uma maravilha e convido-vos a espreitarem cada uma destas youtubers, pois tenho a certeza que vão gostar! 

O livro "As cinco cores da cozinha saudável" foi o meu primeiro livro do género. Como seguia o canal, adquirir o livro da autora pareceu ser o passo certo a seguir e não me arrependi. São várias as receitas que repetimos com sucesso cá em casa: "queques de cenoura com molho de chocolate" (a receita de eleição da minha filhota). O caril de legumes  e a bebida dourada são também duas receitas que gosto muito deste livro. Depois há uma que é repetida vezes sem conta cá em casa, mas que não está no livro e sim no canal da autora - hambúrgueres de feijão preto e o dahl de lentilhas.

Penso que vale muito a pena adquirir o livro e até ler a história de como tudo começou para esta autora. Curioso é que em várias histórias de vida, de autoras de culinária alternativa (vegan / vegetariana), tudo começa porque há um limite imposto por problemas de saúde graves e aí a vida vem e dá a volta e uma volta espetacular para elas, para a saúde delas e nossa !! 


214 páginas
Autora: Vânia Ribeiro
Editora: Lua de Papel

sexta-feira, 15 de maio de 2020

A coisa terrível que aconteceu a Barnaby Brocket


Este livro é uma verdadeira ternura do princípio até ao fim!

Confronta-nos com a importância de aceitar todos os tipos de diferença e até, quase que de forma implícita, vai mais além...e se a diferença for de facto a marca que nos distingue e por isso tão importante manter? Porque havemos de ser todos iguais? Porque é que a "normalidade" é tão desejada? E o que é "normalidade"?

O personagem principal da nossa história é Barnaby Brocket que teve o azar de nascer numa família "muito normal", que zela pela normalidade e tem regras "estritamente normais" na sua vida - mais que normal. Mas, Barnaby não é normal e mais ainda para esta família que é normalíssima! Barnaby tem como forma de deslocação "normal" flutuar. Enquanto que nós, comuns mortais andamos, com os pés assentes na Terra, puxados que somos pela força da gravidade, por algum motivo, este menino, com cerca de 8 anos, flutua em vez de andar.
Barnaby, para andar como todos os seres humanos "normais", tem que usar mochilas carregadas com pesos lá dentro, que o agarram ao chão. Mal tire a mochila das costas, lá se eleva e sobe sobe até, sabe-se lá onde!
Portanto, para a família onde nasceu isto é um grande e grave problema, pois querendo passarem completamente despercebidos, fora de jornais e telejornais, não é mesmo o que acontece e volta e meia lá surge uma ocasião em que este menino é notícia.
A dada altura os pais, sem consciência do menino fazem uma coisa ...que traz consequências para a vida de Barnaby que à custa desta tal coisa, vai conhecendo o mundo e pessoas tão diferentes como ele, diferentes na sua diferença que o aceitam tal como ele é - diferente da normalidade tão desejada pelos pais.

E assim vai sendo ao longo da história, com frases e pensamentos que nos fazem pensar muito profundamente sobre o sentido das coisas e dos sentimentos e da normalidade propriamente dita. Um livro que sendo juvenil, talvez seja compreendido inteiramente e principalmente por adultos. Um livro que vale a pena ler por todas as faixas etárias, pois o que interessa mesmo é ser diferente da normalidade, não a normalidade da coisa!


Ahh, falta mais uma coisinha para coroar o topo do bolo, é que esta deliciosa história, tão ternurenta, tem ao longo de si uma panóplia de pequenas ilustrações, tão ternurentas quanto à própria história. Estão então à espera do quê para ler este livro pequeno, mas tão profundo?!

205 páginas
Autora: Joyne Boyne com ilustrações de Oliver Jeffers
Editora: Bretrand Editora
*****a minha classificação no GoodReads
literatura-billboard

Imagem do cabeçalho do blogue de "GimpWorkshop"

Imagem do cabeçalho do blogue de "GimpWorkshop"
Fantasia, Mágico, Surreal. De utilização gratuita.

A Fada do Lar de Sophie Kinsella

Abençoada hora quando decidi ler este livro em férias de verão...este é o livro ideal para levar nas férias! Tão divertido que nos embaraça,...